Segurança Hospitalar: Revista Healthcare Management entrevista Carlos Eduardo Campanhã

Novo produto desenvolvido exclusivamente para primar pela segurança de cada instituição de saúde traz inovação ao mercado

Por lidar com vidas, o setor da Saúde é altamente exigente e vem, cada vez mais, demandando soluções de maior qualidade do mercado de segurança. As instituições hospitalares já compreendem que precisam de produtos específicos, que dêem conta de suas demandas altamente complexas. Visando atender a esta demanda, já existem diversas modalidades de segurança hospitalar que buscam integrar elementos humanizadores e de segurança do paciente em seus serviços, mas não há solução que realmente elabore todo o desenho da operação a partir das demandas hospitalares. 

Com o objetivo de preencher as lacunas deixadas pelos sistemas já disponíveis, a Alerta Serviços de Segurança acaba de lançar no mercado o Alerta Care, uma linha especializada e dedicada ao mercado de Saúde. “Temos pessoal alocado em parceiros dentro de ambientes hospitalares, como no Beneficência Portuguesa, Carlos Chagas, Santa Marcelina, Sírio-Libanês, Cruz Azul, Hospital Nardini, Santa Casa de Andradina, Casa de Saúde Campinas e Sociedade Beneficente Campinas”, conta Carlos Eduardo Campanhã, Diretor-executivo da Alerta.

Serviços de Segurança

O produto conta com um conceito chamado de Gestão Integrada de Segurança Hospitalar, no qual a ideia é montar sob uma metodologia única as principais preocupações do setor de saúde, com um sistema que possa unificar e simplificar a complexidade envolvida com a gestão de segurança de um hospital. “Esse produto é o resultado de meses de planejamento e pesquisa das principais demandas do setor de saúde. Temos muito orgulho em apresentar esta solução especializada e sem equivalente no mercado”, diz Marco Aurélio Soares do Amaral Santos, Gerente de Operações da empresa.
De acordo com Santos, para traçar o plano de segurança em um hospital, o primeiro passo é elaborar uma matriz de riscos e vulnerabilidades, seguidos de um plano de gestão de perdas e gestão de riscos. A partir daí, é desenvolvido um projeto de dimensionamento das necessidades de segurança, tanto eletrônica quanto orgânica, adequando respostas para o perfil e objetivos da instituição. “Isso dará origem a fluxogramas específicos de cada área do parceiro, criando procedimentos específicos, por exemplo, para o pronto-socorro, maternidade ou hotelaria hospitalar”, explica.
O método de Gestão Integrada de Segurança Hospitalar oferece o grande diferencial de integrar estes conceitos da segurança patrimonial, riscos e vulnerabilidades, gestão de perdas e riscos, com a política específica dos Núcleos de Segurança do Paciente de cada instituição de saúde. Os procedimentos de controles de acesso, rondas e apoio serão sempre direcionados para a política de segurança do paciente, oferecendo uma plataforma que garante a gestão de riscos para a instituição e ao mesmo tempo alavanca seus objetivos estratégicos de bem-estar e saúde do paciente. “Um bom plano de segurança para uma instituição de saúde deve sempre abordar estes elementos-chave: gestão de riscos, controle epidemiológico, e bem-estar do paciente. É necessário, portanto, um serviço altamente profissionalizado, especializado e humanizado, que possa dar plenamente conta destes fatores”, alerta o Gerente de Operações.

Integração na cadeia produtiva

Para o sucesso deste processo de integração da segurança patrimonial na cadeia produtiva hospitalar, a parceria entre as instituições de saúde e estes serviços garante a tranquilidade do centro de saúde, dos pacientes e dos colaboradores. Quando há profissionais cuidando exclusivamente da segurança todos ficam mais tranquilos, o que permite à gestão da instituição se concentrar no core business. “Em um ambiente de saúde cada vez mais exigente, um parceiro de segurança realmente especializado é um diferencial indispensável para as instituições garantirem seu foco e alcançarem altos padrões de excelência no atendimento ao paciente”, diz Campanhã.

Desafios

Mas colocar este novo sistema em prática tem gerado alguns desafios para os profissionais nele envolvidos. Carlos Eduardo Campanhã acredita que uma das principais tarefas é superar a barreira psicológica que, hoje, existe entre a segurança patrimonial e a segurança do paciente. “Temos plena confiança que é possível transformar a segurança patrimonial em um serviço plenamente dedicado também à segurança do paciente, oferecendo não apenas tranquilidade e mitigação de riscos, mas que permita alavancar a política de segurança do paciente de cada instituição”.
O diretor revela que o objetivo atual da empresa é disponibilizar o serviço para todo o Estado de São Paulo. “Atualmente, já trabalhamos em todo o Estado, mas acreditamos que o Alerta Care exigirá estrutura própria, para garantir o altíssimo padrão de excelência que trabalhamos. Por isso estamos investindo em parcerias e montando novas estruturas no interior, na capital e no litoral, para trazer a solução do Alerta Care a todas as áreas do Estado”, conta.